Qua, 23 de Janeiro de 2019 08:10

Um novo horizonte ao PSDB

JARDEL SEBBA JARDEL SEBBA

Um novo horizonte aparece. Para o PSDB. Nascido em 1988, com as impressões digitais de Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso, a sigla socialdemocrata possui ligações históricas internacionais.

Tanto com o democrata Bill Clinton, 'ex-inquilino' da Casa Branca, em Washington, Estados Unidos, centro do poder mundial, quanto com o trabalhista renovado Tony Blair, ex-premier da Grã-Bretanha. Fundador do Plano Real, que fuzilou o dragão da inflação, o programa deu estabilidade à economia. Com a paridade Real-Dólar, permitiu a inserção soberana na globalização. O Brasil é uma das oito maiores potências econômicas do mundo. Um legado de 1995 a 1998 e de 1999 a 2002. Com uma transição sem rupturas do Poder. Depois do Milagre Econômico Brasileiro [1968-1973], o País voltou a distribuir renda e riqueza.

O PIB, Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas, cresceu, Com geração de empregos. Um novo layout deve ser desenhado. Para a legenda. Nacional e Estadual. Com um programa contemporâneo da modernidade. Plugado no século 21. O da Revolução Informacional. O Poder Público deve dar atenção especial ao funcionalismo, sim. Com as carreiras de Estado. Não pode, porém, ser refém de corporações. Em detrimento da maioria absoluta da população. A que paga os impostos. Para o funcionamento da máquina administrativa e que exige a prestação de serviços públicos. Com excelência. Em áreas estratégicas. Como Saúde, Educação, Segurança Pública e Política Externa. Assim como a fiscalização dos atos das três esferas de Poder: Executivo, Legislativo e Judiciário. O que inclui Ministério Público e as cortes de contas. O desvio de recursos do erário é uma herança patrimonialista. Não republicana. De extensão dos vícios da vida privada para obter benefícios públicos. Um mal que corrói o tecido social.


Caminho: a redução do tamanho do Estado. Com cortes. Navalha na carne. Na Esplanada dos Ministérios. Mais: no Governo Estadual. Assim como nas 246 prefeituras municipais. Do Estado de Goiás. Por exemplo, com a extinção de pastas. Além da fusão de órgãos, redução da folha de pessoal, diminuição de gastos supérfluos, fim das mordomias. O cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal. Uma observância estrita à Lei de Licitações. O Estado precisa exercer a função de regular a economia. O princípio do liberalismo econômico deve prevalecer. O da livre concorrência. Sem a formação de monopólios e de oligopólios. O Brasil necessita consolidar o Estado de Direito. Não permitir que PF e Ministério Público, sem provas, baseado em ilações, em suspeitas, saia, com o suporte da mídia, demolindo a honra e a reputação alheias. Sem o direito ao contraditório e a sentença transitado em julgado. Em todas as instâncias. O MP não condena, oferece a denúncia. Depois de cair nos jornal, TV e rádio, a

notícia, mesmo que inverídica, se torna verdade. O que traz desgastes. À imagem de pessoas ilibadas. Idôneas.


É com o legado do Plano Real, do programa macroeconômico que estabilizou o Brasil, do Bolsa Escola, das privatizações, sem corrupção, que deram um novo fôlego à economia nacional, que o PSDB se reinventará. Os 20 anos do Tempo Novo marcaram época. O Restaurante Cidadão que matava a fome por R$ 1,00, com alimentos saudáveis e elaborados por nutricionistas, pode fechar as suas portas. O pagamento em dia do servidor público está em xeque. A execução da data-base do funcionalismo corre risco. A Saneago não pode ser vendida a preço de banana. A água é fonte de vida. A commoditie do século 21. Um novo pacto federativo é estratégico. A União não pode controlar o maior percentual do bolo orçamentário. Marconi Perillo e José Eliton fizeram História nas Terras Goyazes. É com essa plataforma que apresento, hoje, o meu nome para presidir o PSDB. Em tempos de águas turvas. Com uma proposta de unidade.


Jardel Sebba é médico, produtor rural, homem de ideias liberais, cultura socialdemocrata, formação humanista, ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-prefeito de Catalão.